妒
História e explicação do caractere
O caractere 妒 é atestado desde a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.) em inscrições e manuscritos de Mawangdui, sempre vinculado a sentimentos de ressentimento moralmente condenáveis. Na literatura imperial, aparece em relatos sobre concubinas rivais e conselheiros que sabotavam colegas por inveja — temas recorrentes em romances históricos como *O Sonho do Pavilhão Vermelho*. Atualmente, é usado principalmente em linguagem escrita formal, jornalística ou literária, raramente em conversas informais.
Sua forma não é pictográfica, mas ideofonética: 女 indica a esfera humana/social (não gênero literal), e 户 (originalmente 'porta', aqui usado foneticamente) contribui para a leitura antiga. A grafia atual foi padronizada durante a reforma dos caracteres simplificados, mantendo a estrutura original. Em uso contemporâneo, surge frequentemente em expressões como 妒火中烧 ('o fogo da inveja arde no peito'), usada metaforicamente em reportagens sobre competição profissional acirrada.
O caractere 妒 (dù) é um verbo que expressa o sentimento de inveja ou ciúme, especialmente quando carrega uma conotação negativa de ressentimento ou desejo de prejudicar quem é alvo da comparação. Pertence ao nível HSK 6, indicando seu uso em contextos avançados, como literatura clássica, ensaios críticos ou discussões psicológicas sobre emoções humanas. Sua estrutura combina o radical feminino 女 com o fonético 户 (hù), embora a pronúncia tenha evoluído para dù — um caso comum na evolução fonética do chinês.
Embora o radical 女 sugira uma associação histórica com estereótipos de gênero (como a ideia antiga de que a inveja era uma fraqueza 'feminina'), o uso moderno de 妒 é neutro quanto ao gênero: homens e mulheres podem ser descritos como 妒忌 ou 妒火中烧. É mais comum em registros formais ou literários do que na fala cotidiana, onde termos como 羡慕 (xiànmù, 'admirar') são preferidos para expressar inveja leve ou positiva.
A distinção entre 妒 e 羡慕 é crucial: enquanto 羡慕 implica admiração sem hostilidade, 妒 envolve amargura, mágoa oculta e, às vezes, desejo de sabotagem. Isso faz dele um termo poderoso em narrativas éticas, contos morais e análises sociais. Em textos clássicos como os *Analectos* ou nas obras de Sima Qian, 妒 aparece frequentemente para descrever conflitos de poder, intrigas palacianas ou falhas morais de personagens ilustres.
Frases de exemplo
Palavras compostas
Caracteres similares — não os confunda
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