填
História e explicação do caractere
No cotidiano chinês, 填 é indispensável em transações burocráticas: preencher formulários de matrícula universitária, declarações de imposto, cadastros em aplicativos e até fichas médicas. Expressões como 填表 (tián biǎo, 'preencher um formulário') e 填空 (tiánkòng, 'exercício de lacunas') são padrão em salas de aula e exames oficiais. Historicamente, seu uso documentado remonta às dinastias Han e Tang em registros administrativos relacionados ao preenchimento de terras agrícolas ou relatórios fiscais.
Sua forma é um fôrma fonético-semântica (xíngshēng): o radical 土 indica categoria semântica (relacionada à terra/ação física de preenchimento), enquanto 真 fornece pista fonética aproximada (antigamente pronunciado mais próximo de *tien*). Não é um pictograma, mas evoluiu de inscrições em ossos oraculares onde gestos de preenchimento eram representados simbolicamente com elementos terrosos.
O caractere 填 (tián) é um verbo comum no chinês moderno, indicando a ação de preencher, completar ou encher algo físico ou abstrato — como um formulário, um espaço vazio ou uma lacuna de informação. Ele pertence ao nível HSK 4, o que significa que é essencial para a comunicação intermediária e aparece frequentemente em contextos administrativos, educacionais e cotidianos. Sua estrutura combina o radical 土 (terra/solo), sugerindo origem ligada à ação de preencher terra em construções ou campos, com o componente 真 (zhēn), que originalmente trazia ideia de 'verdadeiro' ou 'real', mas aqui atua principalmente como suporte fonético.
Embora o radical 土 indique uma associação histórica com materiais sólidos, o uso atual de 填 é amplamente metafórico: preencher um questionário, preencher uma vaga, ou até mesmo 'preencher' um silêncio com palavras. Não é um verbo de estado, mas de ação intencional e concreta, exigindo sempre um objeto direto. Em frases passivas ou com partículas aspectuais (como 了 ou 过), sua forma não muda — apenas o contexto revela o tempo verbal.
Na escrita cursiva, os traços finais do componente 真 podem parecer simplificados, mas a ordem dos 13 traços deve ser rigorosamente respeitada para manter a legibilidade e a correção ortográfica. Erros comuns incluem confundir o quarto traço (um ponto) com um traço horizontal, ou inverter a sequência entre os traços verticais e horizontais na parte inferior. A prática regular com quadro de traços ajuda a fixar tanto a forma quanto o sentido prático do verbo.
Frases de exemplo
Palavras compostas
Caracteres similares — não os confunda
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